O ano de 2015 foi marcado pelo forte aumento de custos para o produtor de leite, incluindo preço da ração, energia elétrica, reajuste do salário mínimo, óleo diesel e os medicamentos. Esses aumentos são explicados principalmente pela elevada inflação, que atingiu 10,7% ano passado, e a forte depreciação do real com relação ao dólar – de quase 50%.

Entretanto, os preços pagos aos produtores não tiveram o “repasse” que compensasse esses aumentos. Pelo contrário, na série deflacionada do CEPEA é possível verificar que a queda da cotação do leite começou a cair no segundo semestre de 2014, e continuou caindo em 2015.

Em 2016 a cotação vem se recuperando, mas os produtores ainda sentem que essa recuperação é abaixo do aumento de custos. Isso é explicado pela dificuldade que toda a cadeia tem sentido de emplacar aumento de preços para o consumidor final. Diante da crise econômica, com aumento de desemprego, e alta parcela de renda comprometida com pagamento de dívidas, o mercado não absorve aumentos de preços.

A esperança para os produtores pode começar com a troca de governo. O aumento de confiança poderia destravar a economia, retomando o emprego, permitindo assim que os aumentos de preços sejam absorvidos pelo consumidor.

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